ZOO TV EM FORTALEZA

   Esta é uma nova coluna feita para os fãs e o movimento U2. Pra quem ainda não me conhece, sou mais um apaixonado pelo U2 como todos vocês, não tenho todos os 30 anos de U2 na carreira de fã, mas ainda consegui comprar um LP do Achtung Baby!, ainda nas prateleiras dos lançamentos. A sacada aqui é registrar todos os nossos movimentos, sons e atitudes, dentro da ótica da ZOO TV! Como fazer isso? Não tenhoa mínima idéia, pois será você quem vai fazer esta interação! Você vai rir, se assustar, se emocionar, criticar, dar pitacos...A estrela agora não é mais Bono e cia... SOMOS NÓS! Mas não se enganem: não teremos aqui só PAZ e AMOR... a essência da ZOO TV fará parte dessa nossa viagem... Esta é a nossa proposta..You´re ready? - Bruno Iosephi


"I'm ready. I'm ready for the laughing gas."  Bono, em ZOO TV

                                                                                                                                       

 

ARQUIVO ZOO TV - CE

        Feste do Marinheiro - 16/07/2010

          ZOOTV Live From U2//FORTALEZA - 29/01/2010

          Festa Acervo Imaginário - 28/03/2009

          Meu amigo fã do U2 - com Zeca Camargo

          Encontro Cara-Crachá - 25/04/2009                                                                                                                             

 

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U2 EARLY DAYS (The Pub 08/10/2010) - Uma noite para fazer parte da história

 

Energia, entusiasmo, atitude, inocência, política, religião, amizade, esperança, emoção.  O que era o U2 no começo da carreira? Não precisa ser fã para saber que o U2 é uma banda de fases, mas que nunca deixou de ser a mesma. Não precisa ser fã para saber que nunca mudaram a formação original e que nunca decepcionaram seu público. Não precisa ser fã para saber que o U2 despontaria mesmo no início de carreira.

 

Mas precisa ser fã pra saber dessa grande vontade incondicional de ter estado naquele show em Colorado, no Red Rocks, 1983. “Obrigado por estarem aqui, vocês fazem parte da história” – disse o emocionado narrador, antes de a banda entrar, diante do frio e de uma chuva que, supostamente traria o óbvio: o cancelamento do show. Nesse show U2 encarou a chuva e o frio, só para não decepcionar os fãs que ali ficaram, e fizeram um show incrível. Aquele show entrou para a história e se tornou um disco ao vivo além do primeiro show do U2 registrado em vídeo (oficialmente): U2 Under a Blood Red Sky, 1983.

 

Se você abriu esta coluna, leu até aqui, considere-se amante do U2. Então agora me diga: você não queria ter estado naquele show em 1983?

 

A gente aqui de Fortaleza/CE gosta de desafios. E a idéia foi de iniciativa do fã Eliandro, quando após um supershow no Acervo Imaginário (28/03/2009), deu a sugestão fazer um show só com música antigas do U2. Uma literal alusão ao Under a Blood Red Sky. A idéia perdurou por mais de 1 ano. Aproveitando o mês mais temático ao U2 (outubro) e homenageando os 30 anos do seu primeiro álbum (Boy, 1980), surge o projeto U2 Early Days (primeiros dias). A idéia logo gerou frisson por parte de fãs mais xiitas ou ermitões (risos). Tinha gente que considerava a possibilidade desta festa importante tão quanto o show do U2. Exagero... exagero... Também acho. Mas repito aqui o que sempre digo no fã-clube: “Puxa, se der pra gente viver nem que seja 1% daquilo, pra mim será incrível, inesquecível, emocionante e valerá por toda a vida” – e acho que foram 2% (risos), pois o que aconteceu foi muito mais.

 

Mas e aí? Onde está o desafio?

Pois bem, o primeiro de todos era o setlist. Não seria uma festa Early Days se a banda tocasse Beautiful Day ou Vertigo.   O fã-clube organizou  e conseguiu transmitir ao vivo. “Caraca... tava muito perfeito”. Além disso, toda a indumentária, banner do Peter Rowen (Boy) ao fundo, bandeiras brancas, tochas... Queríamos construir um “Red Rocks” aqui.

 

Toda a movimentação para organizar a festa gerou um pequeno programa de rádio de grande sucesso, a radioweb U2 Early Days. Tudo se encaminhava bem, mas estávamos preocupados com um detalhe: qual seria a casa de shows que aceitaria um show bem específico a alguns fãs? Qual casa de shows aceitaria um show de cover do U2 sem Vertigo, One... Quem seria o “enorme” público que cantaria 11´OClock Tick Tock ou Twilight? Quem iria ficar feliz “comercialmente”, quando a maioria do público noturno iria preferir ouvir With or Without You? Particularmente os organizadores e a banda não estavam nem aí! A gente queria mesmo era viver aquilo! E logo no início do show, essa preocupação foi por água abaixo. Pois aquele show foi muita energia. MUITA.

 

Tivemos uma banda pop/rock de amigos do fã-clube abrindo o show (Cachorro Preto), enquanto Mardônio Bandeira ajustava a transmissão ao vivo da festa, via twitter. Isso mesmo, transmitimos ao vivo (som e imagem)!

 

Antes de a banda cover entrar, Alexandre Aguiar deu como aberta a pré-lista para a caravana U2FORTALEZA-SP 2011 e literalmente imita o narrador do Under a Blood Red Sky, ao som de Clannad. A banda cover entra correndo no palco: Baixista com o estilo ímpar pega o contrabaixo e inicia OUT OF CONTROL. Baterista de jaqueta preta e camiseta vermelha e se junta ao baixista. Guitarrista  com roupa igual, pega a sua Explorer (idêntica à original do Edge) e começa os solos iniciais. Com muitos gritos e a galera pulando, o vocalista entra com a camiseta U2 WAR TOUR e o The Pub EXPLODE.

 

A semelhança e o clima eram incríveis. A foto do Peter Rowen em banner, as bandeiras brancas e a banda particularmente perfeita, trouxe a nós todos aqueles adjetivos do começo deste texto. Estava muito emocionante.

 

A banda não deixou o pessoal nem respirar e soltou logo I WILL FOLLOW. Punk Rock puro!

Lembro-me dos detalhes, e só em escrever sinto vontade de ouvir novamente! Com estas duas primeiras “entradas”, abrimos o setlist que segue abaixo:

 

GLORIA A banda foi perfeita aqui. Os solos do baixista estavam animais. Foi extasiante ouvir todos cantando. Aí veio TWILIGHT, Suderland, outro grande fã desses seletos, me disse “Onde eu iria ouvir isso?” – eu passava por ele, ele pegava no meu braço e apertava com força, olhava pra mim e não sabia o que dizer (risos).

 

Em seguida, STORY FOR BOYS. Lembro bem da cara do Leo, imitando aquela inocência quase tosca do Bono bem jovem. A banda estava muito empenhada e o público respondia. Logo após, as luzes se apagam as tochas se acendem e SUNDAY BLOODY SUNDAY é cantada por absolutamente todo mundo que estava ali. Inacreditável.

 

 

AN CAT DUBH e logo INTO THE HEART, exatamente iguais. Para fãs em especial: 11´O CLOCK TICK TOCK, e para incendiar estes fãs em especial: ELECTRIC CO.

 

Quando a banda tocou PRIDE, dava para escutar toda a casa cantando “Oohh-ooh-oh-oh”. Agora, quando quitarrista puxou aquele “mini-solo” de REJOICE, é que a coisa pegou fogo. É a minha preferida e estava com certa expectativa de ouvi-la ao vivo. Outra grande expectativa era se Italo (Larry) iria mesmo fazer aquele solo de bateria de mais de 1 minuto, no meio da música. E o fez. Punk Rock do U2 na veia e na bateria.

 

Após SURRENDER (outra incrível), veio OCTOBER com o guitarrista nos teclados e logo em seguida, claro, NEW YEAR´S DAY. Novamente o público cantava em coro. Já eram quase 3 da manhã e o pessoal puxava “Unforgettable Fire, Unforgettable Fire”. E a banda atendeu: THE UNFORGETTABLE FIRE de forma magnífica.

 

 

 

O povo já rouco, a banda já nos braços do público, puxa PARTY GIRL, para divertir a galera. E no fim, guitarrista e baixista  trocam seus instrumentos e o contrabaixo, desta vez com o Edge Cover, começa os acordes singelos, mas fortes de “40”. Bom, aí para mim e outros fãs, este foi o momento ápice da noite. A sensação e a lembrança da Vertigo Tour em 2006 me contagiaram quando vi Alexandre Aguiar, diante do palco, claramente emocionado. Não vou mentir também me emocionei. Já era o fim de mais um sonho, antes do show terminar, já estávamos com saudade.

 

 

 

O vocalista da banda cover puxava e os fãs respondiam: “HOW LONG? TO SING THIS SONG?...” – Era muita emoção, é muito bom poder viver estas coisas perto de amigos e fãs, talvez os únicos que entendem essas nossas loucuras. Os músicos começaram a sair do palco, um por um, até ficar somente a bateria, acompanhando a batida de todos os corações presentes, numa emoção que nunca tinha sentido.

Ao fim de tudo, lembro do Alex me dizendo: “Cara, vamos fazer tudo de novo?”.

 

Bruno Iosephi

 

Fotos: IMAGE´N´ART

Transmissão ao vivo twitcam: Mardônio